Pedarilhos

Para-lama de Plástico Grande com R$25

Agosto 8th, 2010


Paralama Frontal

Paralama Frontal

Algumas pessoas me perguntaram como nós fizemos nossos super para-lamas de plástico tamanho GG. Atendendo a pedidos, eheheeh, aqui estamos postando detalhes do projeto! =)


O assunto é de interesse, pois para-lamas como esses de marcas “da gringa” (planet bike, topeak etc), podem passar facilmente de R$100,00. Outro ponto fraco de alguns para-lamas é o sistema de fixação, nem sempre  tão eficientes. (Me recordo de uma vez ter recolhido um para-lamas topeak que caiu no meio da Serra da Graciosa, quem conhece a história deve estar dando risada, hehehehe).

Por conta desses 2 fatores resolvi fazer um para-lama que fosse barato (apenas R$25,00 o par), grande e de fixação firme na bike. Para isso compramos 3 pares de para-lamas de plástico simples  e pequenos desses arredondados (R$10,00 cada par), e transformamos eles em 2 pares de para-lamas grandes (um para min e outro para a Ana).


Foto 2 - Detalhe no tamanho do para-lama traseiro

Foto 2 - Detalhe no tamanho do para-lama traseiro

Basicamente instalei um par de para-lamas na bike e verifiquei quais seriam os tamanhos ideais para eles. Comecei com o paralamas frontal. Ele deveria ser grande o suficiente para me proteger e proteger a corrente da bike de nos sujarmos, mas não tão grande a ponto de raspar no chão e se quebrar (para solucionar o problema de se quebrar fizemos esse para-barro).  Para o para-lama traseiro, um bom tamanho seria um que alongasse até abaixo do tubo inferior do quadro (veja foto 2, para que a sujeira não bata no quadro e espirre por tudo, inclusive na corrente), e para a parte de trás do para-lama traseiro o ideal é que ele se prolongue pelo menos até a linha vertical máxima do pneu, isso vai te proteger da tradicional “bunda molhada” , mas não protegerá  quem está pedalando atrás de você (por isso se você vai pedalar em grupo o ideal é que o para-lama traseiro seja um pouco mais longo, assim seu parceiro de trás não vai sofrer com a “lama no zóio”, eheheh).

Pois bem, sabendo o tamanho dos para-lamas, marquei os locais que precisaria cortar e esquentei uma faca velha no fogão, fiz os cortes no para-lama adicional e depois dei um acabamento com uma lixa.

Após cortados, posicione o pedaço adicional de para-lamas sobre o para-lamas instalado na bike e faça 3 furos (veja foto 3) com o tamanho suficiente para passar uma abraçadeira plástica (tente não fazer os buracos grandes demais, pois quando você pegar uma chuva, a agua pode entrar um pouco pelos buracos e fazer uma sujeira de leve na sua bike/para-lama).


Foto 3 - Detalhe na imenda do para-lama

Foto 4 - Detalhe na abraçadeira plástica na imenda do para-lama

Você vai perceber que por causa do tamanho avantajado dos para-lamas eles vão ficar um pouco molengas, por isso você vai precisar daquelas hastes de para-lamas de barra forte, comprei 2 de inox por R$5,00 cada que foram instalados com abraçadeiras plásticas (veja última foto)

Para dar um “Tchan”, fiz uma fixação extra nos para-lamas usando o mesmo esquema de furo com faca quente e abraçadeira plástica, com isso o para-lamas fica super firme, e com certeza não vai cair da sua bike no meio de uma serra, causando um trágico tapa na bunda do coitado que parar a bike na descida para pegá-lo em dia de intenso tráfego motorizado lento, kkkkkkkk.

Detalhe na fixação extra com abraçadeiras Fixação da haste



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Mulheres no Pedal

Julho 27th, 2010

Domingo passado, dia 25/07/2010, saiu pedarilhos no Diário Catarinense, na matéria “Mulher no Pedal”.

Clique nas imagens para ampliar e ler a matéria, ou simplesmente leia a versão do Click RBS abaixo.

Capa do DC de domingo, 25/07/2010Mulheres optam pela bicicleta em prol da saúde e do meio ambiente
Conheça histórias de quem deixa o carro na garagem até no dia do casamento

Laura Coutinho | laura.coutinho@diario.com.br

Para a padaria, para o trabalho, para o barzinho. Elas se deslocam pela cidade de bike. São meninas urbanas que, trocando quatro por duas rodas, lideram um movimento que une prazer, saúde, sustentabilidade e elegância. Sensação de liberdade, cabelos ao vento e interação com as belezas da cidade, sem falar na endorfina que é liberada quando nos exercitamos e que eleva o humor e induz ao relaxamento são todos bons motivos para pedalar, elencados pelas próprias ciclousuárias.

A estilista Ana Carol Vivian diz que nota uma melhora clara no humor.
— Para mim, pedalar é um momento de prazer que tenho no meu dia a dia. Quando está chovendo e resolvo ir para o trabalho de ônibus, sempre acabo me arrependendo — conta.

 

Capa do Caderno Donna

Ana Carol e o marido são donos do projeto Pedarilhos, que, entre outras ações, vende utilitários e vestuário diferenciado para pedalar.
Além de saúde e bem-estar — benefícios que qualquer atividade física promove — a sustentabilidade é um dos mais recentes convites ao uso da bicicleta. — Dos anos 1970 para cá a bicicleta teve bastante variação de popularidade, com sobe e desce no uso.

O movimento mais recente, ligado ao veículo, é o apelo sustentável internacional — destaca o presidente da Organização não-governamental Viaciclo, Milton Carlos Della Giustina, ciclousuário há 40 anos. Quem ainda pensa que o vestuário para pedalar só tem a ver com roupas justas, como leggings, ou largadonas, como os assexuados abrigos, está por fora. Movimentos internacionais, como o cycle chic já têm repercussão no Brasil, com grupos em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, que defendem o uso de roupas do cotidiano.

 

 

 

De bicicleta rumo ao altar
Se casal que pedala junto permanece unido, André Vinícius Mulho da Costa, 24 anos, e Ana Carolina Vivian, 23, têm amor eterno garantido. Recém-casados, eles usam a bike para qualquer deslocamento do dia a dia e mais para os passeios e viagens de final de semana.
miolocadernodonnaTamanha paixão não poderia ficar fora em uma data pra lá de importante: o dia do casamento da dupla.
— Antes mesmo de programar o casamento, já tínhamos o sonho de ir pedalando — conta Ana Carolina.
E foi o que fizeram. Do Itacorubi até a igrejinha na Cachoeira do Bom Jesus, no Norte da Ilha, seguiram acompanhados dos amigos de pedaladas.
— Com retalhos e sobras desenvolvi um vestido reciclado com um dispositivo que acoplei para que ficasse mais curto na hora de pedalar. Quando cheguei na igreja, soltei e ficou longo — relembra a noiva.
Mas a dupla não foi pioneira na ideia. Milton Carlos Della Giustina também foi na sua bike ao lado da noiva em direção à igreja, lá em 1979.

Sair de carro é a última opção

Enquanto para alguns a simples ideia de trocar o carro pela bicicleta traz à mente uma porção de inconvenientes — dias de mau tempo, suor, trânsito inseguro -, para outros é o inverso: abrir mão da bike pelo carro se mostra totalmente sem sentido.

Acho estranho o fato de, sozinha, conseguir mover uma tonelada — diz a bioquímica Hila Rocha.
Com a vantagem de ter armário e vestiário com chuveiro no trabalho, ela só se locomove de bicicleta.

— Nos dias quentes, posso chegar lá, tomar um banho e trocar a roupa por outra mais adequada — diz ela, que tem no carro estacionado na garagem (que apenas o filho dirige, de vez em quando) um adesivo que lembra as advertências em carteiras de cigarro, enumerando quantos gases o carro emite e os males que isto pode causar ao meio ambiente. Para o deslocamento, o trânsito lento das grandes cidades é outro ponto extra para a bike. Hila afirma que, dependendo da rua e dos horários, a bicicleta é mais rápida que o carro.

Faço tudo de bike. Além de trabalhar, vou ao cinema, jantar fora e até pra barzinhos de bicicleta. Em alguns lugares as pessoas acham estranho, parece que sou uma aberração. Mas em outros, sinto muita receptividade. Ela conta que outro dia foi jantar com a filha em um restaurante japonês que tinha manobrista.

Elas vão de Bike— Ele que “estacionou” e depois buscou a bike para mim. Foi muito engraçado — conta a bioquímica.

Além de não emitir os gases prejudiciais ao meioambiente, que os automóveis jogam na atmosfera, as bikes ainda ocupam menos espaço territorial, um aspecto bem importante em cidades que precisam destinar cada vez mais área para ocupação humana e menos para o cultivo do verde.

O mais recente apelo em nome da bike é a possibilidade de manter a elegância sob duas rodas. Talvez por isso o número de mulheres adeptas do uso da bike esteja aumentando. Nos passeios noturnos organizados pela ONG ViaCiclo — Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis, a maioria dos participantes é do sexo feminino, que têm um perfil diferenciado.

— São mulheres que se preocupam com a saúde e não dispensam o batom, por exemplo — diz Milton. É o caso da arquiteta Ana Paula Beszczynski, de Blumenau.

Ela usa o veículo para todos os deslocamentos. — Só uso ônibus em dias de chuva. Vou à padaria, ao mercado, ao barzinho e até às reuniões de trabalho.

Fonte: Diário Catarinense – Donna DC

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Decore sua casa com uma bike velha

Julho 19th, 2010

Hoje o post é para aquele pessoal que curte reciclagem, decoração de interiores e o bom e velho “faça-você-mesmo”.
Como nós, muitas pessoas não tem desapego suficiente para mandar a velha bike, que não dá mais no couro, pro caminhão da reciclagem. Não precisa nem ser ela inteira, é comum a gente trocar peças, dar aquele “upgrade” na magrela, e sempre sobram partes que nem as bicicletarias querem.

Decidimos então dar um nobre destino às partes de uma bike que reformamos para meu irmão (que até está usando a bike metade-nova dele, aqui). Sobraram rodas, guidão inteiro, pedal, pé-de-vela, corrente…pra falar bem a verdade, as únicas coisas que ficaram na bike foram o quadro e os pedais! hehehehe.

Mural de Roda de Bike

Com as rodas, fizemos um mural de fotos para a sala. Essa idéia nem é original, mas é bem útil e melhor que aqueles murais imantados ou porta-retratos que ficam pegando poeira. No mural de roda você pode trocar as fotos constantemente para não enjoar delas, e tem a vantagem de não ficar precisar tirar pó, lustrar e fazer trocentos furos na parede. Precisará de apenas um furo, uma bucha e um parafuso com ponta em “L” para enganchar no buraquinho que fica o bico da câmara de ar, mas um parafuso comum também serve. Para a roda nós removemos o parafuso e os rolamentos, limpamos bem e usamos palha de aço e sabão para dar brilho ao metal novamente, já que a roda usada fica bem feia, manchada.

Pendurador de Casacos de guidon e porta-tréco de cestinha

 

Com o guidão, fizemos um sofisticado pendurador de casacos (mais usado pra capas de chuva que sempre chegam molhadas) no nosso, mais-sofisticado-ainda, “Mini Hall de entrada” do apêrto. Para finalizar a requintada composição deste micro-ambiente, anexamos uma cestinha de bicicleta (sim, a cestinha que venceu o Desafio Intermodal Florianópolis 2009) abaixo do guidão. A cestinha foi somente pedurada, e não parafusada, assim pode ser facilmente removida quando for solicitada nos passeios. Já o guidon, precisou ser perfurado com furadeira, para depois ser parafusado na parede. Usamos dois furos para que ele não ficasse girando. As fotos abaixo explicam por si. (clique nas miniaturas para ampliar as fotos)

guidonPrimeiro furoSegundo Furo

Parte de baixo do guidonguidon-e-cestinha

 

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PodCast Pedarilhos #2 : Floripa(SC) -> Ourinhos(SP) de bike

Junho 27th, 2010

  Tocar em Popup | Download do áudio | Assine no iTunes | Editado por Angelo Augusto Vivian

Fala Galerinha, finalmente conseguimos postar o segunnnndo PodCast Pedarilhos!!! Mega atraso mais uma vez, mas no próximo post vocês vão entender os motivos (aguardem! eheheh).

Nesse PodCast falamos sobre a minha viagem de bike pra Ourinhos SP. Quem quiser Ler o texto original dessa trip(Relato) o link é esse, mas garantimos que é mais fácil dar o Play aqui no Podcast!!

Na saida de Floripa as 4 da matinaLucas e DuanEu com a Galera da Fazenda esperançaNa subida da serra em direção a CuritibaNo meio da serra, parada estratégica para um lanche, estava frio d+Um pouco depois de CuritibaMeu lar por uma noite na casa do Alyson, valeu por tudo! =)No meio de uma serra, enquanto eu ouvia um NerdCast eu ví esse carcará muito lindo aíEu e a galerinha que conheci em Wenceslau BrásJá em Ourinhos-nhossssss

Links anexos: www.sekiji.net e ecoaustral2010.wordpress.com/

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Escolhendo uma barraca para Cicloturismo

Maio 17th, 2010

Para quem está procurando uma barraca para cicloturismo, aqui estão algumas dicas bem importantes a respeito do assunto, e para complementar, algumas fotos dos nossos acampamentos:

Ana e André de volta a Floripa

-Procure por uma barraca com sobre-teto, isso vai evitar a a condensação dentro da barraca e vai deixa-la mais arejada. Se certifique de que o sobreteto tenha pelo menos 2.000mm (coluna d’agua) de impermeabilização.

-Uma varanda na barraca sempre ajuda, seja para colocar os alforges depois do pedal, seja para cozinhar quando está chovendo.

-Dê preferência a barracas auto-sustentáveis, pois alguns dias com certeza você vai ter um lugar coberto com piso para acampar onde não será possível fixar os espeques.

-Peso reduzido, cada um tem sua opinião a respeito desse peso, pra min peso reduzido significa até uns 2kg por pessoa, mais que isso começa a pesar muito. Claro, se você estiver pedalando sozinho, fica mais difícil ter uma barraca tão leve.

-Tamanho da barraca adequado para o número de pessoas, lembrando que quanto mais dias você for acampar ou passar viajando o melhor é ter uma barraca maior e mais confortável.

-Cor da barraca, esse é um ponto muito importante, dê preferência a barraca que tenha coloração verde escura ou marrom, pois assim será mais fácil camuflar-se quando estiver em acampamento selvagem.

Ana e André de volta a Floripa

-Se for acampar em lugares frios, a melhor opção é a barraca de 4estações, nessas barracas há a possibilidade de abrir ou fechar determinados lugares deixando a barraca em uma temperatura confortável em praticamente qualquer estação.

-É interessante ter algum tipo de janela transparente na barraca ou alguma porta que possa ficar aberta para que seja possível fazer contato visual com a bike em qualquer momento.

-Procure alguma marca de barraca que tenha garantia no Brasil, de preferência alguma que seja fabricada no Brasil, pois assim será mais facil de conseguir peças de reposição como varetas ou até mesmo um reparo no chão ou sobre-teto da barraca. Fique atento a marcas que são Brasileiras mas não são fabricadas no Brasil.

-Se lembre desta dica do Livro de Antonio Olinto (No guidão da Liberdade), que diz que quando você acampa não estará pagando por hospedagem, por isso uma barraca não é tão cara quanto parece, já que o valor da barraca será dividido pelo número de dias que você usará ela, ou seja, se você pagou R$300 em uma determinada barraca, e utilizou ela durante 100 , sua hospedagem em cada um  daqueles dias custou apenas R$3,00.

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