Pedarilhos

Trashera – a bicicleta adotada e reciclada

09/11/2011

Recicleta feita a partir de restos que iriam para o lixoSe síndicos fizessem uma campanha nos prédios das grandes cidades “Adote uma bicicleta abandonada”, muitas pessoas poderiam estar se deslocando de maneira mais saudável e com um investimento mínimo, além de desentulhar muitos espaços mortos, pois moradores mudam e abandonam as velhas companheiras de duas rodas.

Aí a pessoa decide se deslocar ativamente e vai comprar uma bicicleta: “Mil reais uma bicicleta?! É muito caro!” Ok, mas porque comprar um cão com pedigree, quando muitos vira-latas estão esperando um lar?! Muitas vezes surgem bons negócios com bicicletas usadas, e cansamos de ver os amigos encontrando raridades por aí por preços absurdamente baratos, simplesmente porque as pessoas querem se livrar da magrela velha antiga. Experimentou deixar um recadinho no mural do prédio “Compro bicicleta”? Uma vez fizemos isso, e o resultado foi um ótimo negócio.

Desta vez foi um pouco diferente, pois a bicicleta vira-lata ia ser mandada para a carrocinha o caminhão da reciclagem. Então adotamos a Trashera, como ficou carinhosamente apelidada nossa recicleta laranjona.

O André estava às voltas procurando um quadro para montar mais uma bicicleta reserva e de uso cotidiano. É que estávamos subutilizando nossas bicicletas principais para os trajetos urbanos do dia-a-dia, muitas vezes precisando deixá-las presas por aí sem supervisão, já que cadeado pouco resolve ultimamente. Nossas primeiras bicicletas estão com peças razoáveis, próprias para levar mais peso no bagageiro, e confortáveis para pedaladas mais longas, e estava ficando complicado a manutenção e também pelo desgaste desnecessário das peças, por estarmos usando sempre essas mesmas bikes para fazer tudo.

Então que o zelador do condomínio, chama o André e pede uma opinião sobre a bicicleta que ele estava interessado em comprar de outro morador. Conversam um pouco, o negócio é bom, e o preço está condizente. Aí o André acaba perguntando de uma bicicleta laranjada largada ali do lado. Ele diz que ela foi esquecida ali, que está sem dono  e que no próximo caminhão do lixo ela iria junto. “- Nããããão!” ele grita, mas gritou na imaginação apenas, o que ele disse na verdade foi “É sério? E será que ao invés de ir pro lixo, eu poderia ficar com ela?”, ele responde que sim, e que era até um favor!

Protetor de corrente, detalhes no próximo post PedarilhosA bixinha estava uma lástima! Coberta de ferrugem, suja, algumas peças quebradas. Aí começou a saga, dá banho, limpa,  desmonta, desenferruja, compra lixa, spray… Pintamos a danada e o banheiro ficou todo laranjado! Mas ainda precisaria arrumar algumas peças, o guidão, rodas, pneus, pedivela, corrente, coroa, pinhão…

Um tempo depois, na cidade natal do André, fomos atrás do ‘Tiozinho das bicicletas’, procurando por alguma barganha, ele um senhor que em seu quintal possuía verdadeiras relíquias ciclísticas. Demos com a cara na porta, quase literalmente. O ‘tiozinho’ vendeu tudo para outra pessoa, pois argumentou que levou muito ‘cano’ de maus pagadores. Ele ficou apenas com duas bicicletas antigas speed em casa, o restante das preciosidades estava sabe-se-lá onde, porque o comprador do estoque faleceu pouco tempo depois de comprar tudo e não sabia o que a família do tal homem havia feito com a herança (tem gente que nem sabe o tesouro que tem em mãos!). Mas, ele ainda possuia um par de rodas 27, dois guidons, um quadro de caloi 10, e vários outros componentes desta bike. Arrematamos o derradeiro estoque e deixamos o tiozinho feliz da vida por ter se livrado da ‘tralha’.

Resumo da história, ao invés de peças para completar a Trashera, acabamos trazendo as peças faltantes e mais uma bike inteira para montar. Pronto, agora estamos com uma bicicleta extra para cada um, e elas devem ser feias, sim, bem feias para não atrair olhares dos amigos do alheio. Devido a manutenção e limpeza muito complicada das bikes com marcha, apostamos que monomarcha seria a melhor saída para essas bikes de uso urbano que estávamos para montar, colocaríamos os aros 27 que o ‘tiozinho’ nos vendeu, e pneus finos baratos. O resto, só na enjambra.

Depois da laranjona, nossa ‘Trasheira’, quase pronta, serramos fora uns 15cm do guidon,  colocamos um protetor de corrente(mais detalhes de como fazer o seu no próximo post) que vimos num video tutorial da internet, que por sinal, tem sido muito eficiente, embora barulhento no início! Além do quadro e das rodas, outros componentes são de reuso, o selim e os puxadores de freios de uma bicicleta velha do André.

Essa bicicleta ficou super barata, e o melhor, ficou feia e esquisita o suficiente para ninguém querer empregar certo esforço em cortar a corrente ou quebrar o cadeado (mesmo assim, toc-toc-toc na madeira!). Embora feia, ficou chamativa pela cor laranja fluorescente, muito eficiente para a vista dos motoristas ‘ceguetas’. Ela já era laranjona, mas aplicamos mais uma demão de tinta recomendada pelo vendedor, que baseou sua recomendação mais pela cor da original do que da eficiencia na superfície que seria aplicada. Só depois de pintar uma primeira camada é que percebemos que ela seria pouco eficiente para o uso que pretendíamos. A tinta não cobriu totalmente as partes lixadas, mas pelo menos não tem descascado nem soltado partículas, e o melhor é que ficou com aquela cara de pintura mal feita (só a cara não, a pintura ficou mal feita!), de lata velha, cão sem raça… e esse afinal era o objetivo.

Mesmo desengonçada e feia, ficou muito leve, rápida e prática para os deslocamentos curtos e pra carregar escada acima!

Trek só no adesivo né?
Trashera - a recicleta - DSC09133.JPG
Proteção anti tinta com a camiseta do Cities for mobility
Trashera - a recicleta - DSC09136.JPG
Trashera - a recicleta - DSC09142.JPG
100% Garantido o transporte!
Mochila da Alto Estilo, perfeita para levar grandes cargas
Levando a bici para o médico. Comentário importante sobre a foto: Esse foi um dos dias que os carros mais me respeitaram no transito, éé, eles morrem de medo quando nós carregamos objetos estranhos!! =p
Recicleta feita a partir de restos que iriam para o lixo
Protetor de corrente, mais detalhes no proximo post da pedarilhos.com.br
Protetor de corrente, mais detalhes no proximo post da pedarilhos.com.br
Trashera - a recicleta - bicicletas_99_2.JPG
Trashera - a recicleta - bicicletas_99_4.JPG
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Trashera - a recicleta - bicicletas_99_6.JPG
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Revista só sobre Viagens de Bicicleta

21/09/2011

Quando vimos o link com final “.nl”, aquela mistura de surpresa e empolgação! Uma revista inteirinha sobre viagens de bicicleta? Como assim?! Ah, é da Holanda. Ih! F#deu, não vâmo entendê nada se tiver em holandês. Ah tá, péra, tá em inglês. Eita, mas ó que foto, caraaaaiiiii… Cadê o tradutor, que palavra é issaqui? Ah, bom. Ixi, tem que ir trabalhar, deixa o download rolando aí, quando eu voltar eu vejo, ah que droga! Quero ler tudo agora!!!

Bicycle Traveler Magazine

Vontade de largar tudo e botar a magrela na estrada toda carregada, barraca, panela e caramanholas cheias, ainda mais num dia ensolarado de fim de inverno como hoje.

Cuidado! O conteúdo desta revista pode provocar efeitos psicológicos irreversíveis!

Na página principal se lê:

{Bicycle Traveler is an international magazine on bicycle touring. It’s full of entertaining stories and inspiring photography which will have you dreaming over new destinations, as well as information over cycling gear.}

E que o google gentilmente traduziu para algo comoO viajante de bicicleta é uma revista internacional sobre viagens de bicicleta [nóóóó, não diga!]. Está cheia de histórias divertidas e  fotografias inspiradoras que o farão sonhar sobre novos destinos [só sonhá?! Chato! Me convida que eu vô!], bem como trarão informações sobre equipamentos de ciclismo [porque pra trazê pra nós de sacolêro só mandando 60% pra Dilma].”

Sabe o que mais?! o download é free… Deliciem-se:

http://bicycletraveler.nl

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Nós na Revista Bicicleta

21/07/2011

Alguns dias antes de completarmos um ano de casados ganhamos um baita presentão! Pouco mais de um mês depois de nossas bodas de papel, tivemos nossa história publicada na edição de Julho da Revista Bicicleta!


Ó os noivos

Está nas bancas deste mês de julho (Edição 07 / ano 1). No artigo “Ó os noivos” contamos a história do nosso casório a pedal. Se na sua cidade você não encontrar a revista, a internet está aí pra te ajudar, é só comprar a edição pelo site da revista.

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Primeiro Semestre 2011 – Nosso resumão

02/07/2011


Pessoal, faz um bom tempo que não alimentamos o blog com posts de nossas pedaladas, gambiarras, reciclagem, etc. Mas isso não quer dizer que deixamos de fazer tudo isso. Muito pelo contrário! Estamos com uma rotina bem apertada, e acabamos deixando o blog um pouco de lado para conseguir no tempo livre fazer tudo isso que nos faz bem para o corpo e a alma. Nestes primeiros 6 meses do ano aprontamos algumas por aí,  e acabamos só jogando as fotos para nossa galeria do Picasa ou Facebook. Agora faremos só um resumão de tudo isso, com um relato sintetizado de cada viagem e o link para as fotos.

Cicloviagem Carnaval

Cicloviagem rápida no Carnaval: para aproveitar os poucos dias de folga arrumamos a tralha toda e partimos em direção à Serra do Rio do Rastro. Porém, o caminho inicial foi mais duro do que imaginávamos e não conseguiríamos chegar à serra e voltar pra casa de bicicleta, a não ser que voltássemos de ônibus. Possibilidade descartada já no segundo dia, preferimos aproveitar melhor o caminho e deixar a Serra para outra oportunidade, com mais tempo disponível. Foi uma viagem que exigiu bastante das pernas, mas foi um deleite para os olhos. Nosso roteiro partiu de Florianópolis, passou por São José, Palhoça, São Pedro de Alcântara, Angelina, Rancho Queimado, Anitápolis, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, São Martinho, Santo Antonio, Imaruí, Imbituba, Paulo Lopes, Palhoça, São José, e em casa novamente, Florianópolis. Entre acampamentos na beira de cachoeira, e outros escondidos no jardim da prefeitura de cidadezinhas pouco movimentadas, pousadas lotadas no feriado e pedal na escuridão, encontramos um anjo em nosso caminho que até nos cedeu uma casa para passar a noite. Alguém já imaginou que bicicletas carregadas seriam mais rápidas que os motorizados, em plena BR 101? Pois é, no último dia da viagem, subimos numa tranquilidade inacreditável o famoso e problemático Morro dos Cavalos, e até chegar em Palhoça, esta foi a cena: numa tarde chuvosa bicicletas carregadas de tralha ultrapassam carros, caminhões e até motocicletas em descidas, subidas e trechos planos, e viram alvo das máquinas fotográficas daqueles que estão atrás dos vidros, trancados no congestionamento. Nesta viagem descobrimos o poder do melado de cana: tá vendo subida à frente? Só tomar umas goladas de água adoçada com melado que vai parecer que ligou uma turbina na bike. Além de que é uma delícia! Energético de baixo custo e mais saudável. Ainda melhor quando saborizado com limões da beira da estrada, um luxo!

Clique na imagem para abrir o álbumAudax Floripa 200km: em março também pedalamos para completar os 200km, mas principalmente pedalamos para prestigiar mais um evento ciclístico na cidade, pedalar com os amigos, e curtir um visual maravilhoso passando de bike por alguns lugares onde normalmente não se pode pedalar, como é o caso da Ponte Pedro Ivo Campos e da base aérea. Novamente testamos o energético de melado, totalmente aprovado, é só avistar a subida, dar uns goles, e esperar alguns segundos para fazer o efeito.



Clique na imagem para abrir o àlbum.

Piquenique na Lagoa do Peri: em março hospedamos pelo Warmshowers.org o cicloturista boliviano-alemão Kevin (http://urupica.de/html/). Como antes de saber de sua chegada, já havíamos combinado com os amigos um piquenique no Parque da Lagoa do Peri, o convidamos para juntar-se a nós, e ir pedalando para o parque passar o dia de sábado. Ele prontamente aceitou o convite, então cedinho levantamos, encontramos os amigos ao longo do caminho, compramos os ingredientes para o almoço já próximo do Parque, e um peixe fresco lá no Campeche.



Imagem12

Piquenique no dia das Mães, mas pedal foi com o Pai! No dia das mães fomos fazer um piquenique novamente no Peri, para levar a família para conhecer o lugar. Desde que viajou conosco pra Bombinhas ano passado, o pai não deixou mais a magrela sossegada, e não via a hora de vir pra Floripa pedalar com a gente de novo (só porque aqui é mais plano, hehe). A mãe ainda não se encoraja a enfrentar as ruas movimentadas, então ela foi de carro com a tralha toda do piquenique e com o filho mais novo. Paramos na mesma peixaria no Campeche e até o peixeiro lembrou de nós, que alguns meses antes passamos por ali.


Floripa a Bombinhas e os desencontrados: combinamos tudo com os amigos na semana anterior, no sábado cedinho lá estávamos nós, debaixo da ponte como o combinado. Esperamos meia hora pelos atrasados, que não apareceram. Decidimos tocar em frente, e que eles nos alcançassem mais adiante. Logo na ponte um pneu estourado, procura bicicletaria e lá vamos nós de novo. Mais adiante um dos atrasados nos alcança, saiu de casa sem café da manhã, pode isso?! Vamos em frente, esperando chegar em Tijucas para bater um rango no restaurante recomendado. Chegando lá, estabelecimento fechado. Vamos ao mercado, e eis que alguém encontra 20 reais no chão, próximo das bikes. O universo conspira a favor, e os vintão pagam o peixe da nossa janta. Bóra pedalar então, só colocamos um lanche rápido no tanque, seguimos adiante. Ainda esperávamos mais um amigo, que pedala forte, estávamos na certeza de que nos alcançaria. Mas não apareceu e ficamos preocupados. Mas não havia comunicação possível, pois o cidadão consegue ser um ermitão urbano, e é só um aparelho telefônico parar em suas mãos para o dito exterminar misteriosamente com ele.

Esta foto não possui àlbum.Aniversário de Casamento tem que ser a pedal! Nossa Boda de Papel caiu bem no dia que aconteceria o IronMan. Algumas ruas estariam fechadas, então não pensamos duas vezes, domingo é dia de: ACORDAR CEDO e PEDALAR! Aproveitamos parte da estrutura ainda antes da largada das bikes do Ironman. Depois seguimos junto com os que já estavam mais por último até alcançar as ciclovias. Domingo de sol, lindo mesmo, pedalar era a comemoração que nós dois queríamos. Ao longo do dia, encontramos alguns amigos pedalando, outros passeando e aproveitando o solzinho de outono. Como o objetivo era aproveitar o dia, e a companhia um do outro, não fotografamos, esse momento nós não compartilharemos com vocês, ele agora é só nosso e só está guardado nas nossas lembranças!

Clique na imagem para abir o àlbum.21 Cicloviajantes autônomos na estrada: pedalamos com eles e acampamos juntos até a primeira noite da viagem. No dia seguinte nós retornamos para casa, mas os 21 estudantes da UFSC seguiram em direção à Ilha do Mel, para um encontro de estudantes de Biologia. Mas nesta viagem não estavam só os futuros biólogos, estudantes de outros cursos, apaixonados pela bike também entraram no “bonde”. Vale destacar que a maioria eram meninas, isso mesmo, mulherada corajosa encarando a estrada! E você já pedalou ao som ao vivo de flautas? Rá! Privilégio de poucos, viu! Alguns dos integrantes levaram suas flautas, e fizeram uma deliciosa trilha sonora. Um deles até pedalava e tocava flauta ao mesmo tempo. Mas incrível mesmo, foi tomar café da manhã, assistindo o nascer do sol e ao som de três flautas e na melhor companhia. Aos 21 cicloviajantes que nos fizeram compania neste final de semana, agradecemos demais a oportunidade de pedalar com vocês e estar na companhia de todos. Que vocês tenham uma ótima viagem, e depois que esta terminar, que venham muitas outras!!!

Então é isso, metade do ano já passou. Esperamos que na metade restante, possamos pedalar ainda mais, só pra variar um pouquinho!

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Tutorial: Bolsa para Cestinha de Bicicleta

18/03/2011

Tutorial de bolsa para cestinha no blog anAVivianOlá pessoal! Hoje a Ana preparou um post para seu blog de artesanato, mas como o assunto tem a ver com bicicleta e com o espírito “faça-você-mesmo”, imaginamos que possa ser útil também para quem visita o blog Pedarilhos.

Se você é menino e acha que bolsa para cestinha é coisa de menina, ta aí a oportunidade de fazer um presentinho pra namorada, esposa, companheira, e ainda incentivá-la a usar um meio de transporte mais saudável. Assim como usar cestinha não é coisa só de mulher, costura também não, oras! O André já está aprendendo…aprender não ocupa espaço!

Se você é menina e não sabe costurar, deixa de medo! Pegue a máquina de costura emprestada da mãe, da vó, de uma amiga e tente! Não é difícil e pra ajudar está cheio de vídeos na internet para iniciantes.

Esperamos sua visita lá! Basta clicar na imagem acima.



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