Combustível

Desde outubro de 2011 iniciamos uma dieta vegetariana estrita, ou seja, nada de carnes, lácteos, ovos e derivados. Em 2012 aprofundamos nossas leituras sobre alimentação e fizemos algumas experiências crudívoras e frugívoras também. Em junho de 2012 partimos em uma viagem de bicicleta percorrendo 5 países da América do Sul até esta data. Conforme percorremos cada região, aprendemos a utilizar os ingredientes disponíveis e descobrimos receitas vegetarianas e veganas deliciosas.

O custo de nossa viagem está majoritariamente comprometido com os gastos que temos com alimentação. Isso faz muito sentido porque é através do que comemos que temos combustível para nossa máquina, o corpo, movimentar nosso veículo, a bicicleta. Não economizamos em comida, consideramos os alimentos um investimento em saúde e também em nossa segurança, pois só com nosso corpo mantido em condições saudáveis temos como avançar dia após dia, sem contratempos causados por falta dos nutrientes necessários ao bom funcionamento de nossa máquina!

Nesta página iremos detalhar algumas peculiaridades dos alimentos que encontramos ao longo da nossa viagem de bicicleta pelos países Brasil, Argentina, Chile, Bolívia e Perú, além de compartilhar com vocês algumas receitas baseadas em ingredientes regionais que encontramos ao longo do caminho. Conforme a disponibilidade de produtos em cada região, consumíamos eventualmente mel ou melado de cana como alternativa ao açúcar branco, dito isso esclarecemos que não somos veganos, embora nossa alimentação seja quase completamente vegana.

Nesta página iremos disponibilizar algumas receitas possíveis de serem feitas durante viagem de bike e acampamento, utilizando utensílios minimalistas, um fogareiro portátil e na maioria das vezes uma panela só. Além disso também  contamos algumas curiosidades sobre nossa alimentação durante esta viagem de 2 anos pela América do Sul. Ao final uma listagem do que comemos e do que evitamos consumir visando sempre melhorar nossos hábitos alimentares e nossa saúde.

Ao longo destes dois anos de viagem, não tivemos nenhuma “recaída” pelos hábitos alimentares anteriores à nossa mudança, pois não sentimos falta daqueles alimentos que tanto malefício traziam à nosso corpo, sentíamos seu efeito nocivo. Nosso receio inicial era de que ao interagir à mesa com as pessoas que encontraríamos no decorrer da viagem, seria difícil explicar à elas nossos hábitos alimentares e nossa opção. Mas a experiência provou que nossa preocupação foi em vão. Sempre que a ocasião aparecia, nossa explicação sobre os “porquês” se transformava em um assunto, uma troca de receitas e muita curiosidade ao invés de aversão. Hoje avaliamos que devido ao fato de sermos vegetarianos e estarmos viajando de bicicleta mostrou às pessoas que tivemos contato que esta opção não nos deixou fracos, magros, debilitados, muito ao contrário, é isso que nos fortalece! Sentimos que atiçamos a curiosidade de nossos amigos da estrada a respeito da alimentação, vimos muitos reflexivos, deixando de lado hábitos automáticos, tradicionais, e pensando um pouco mais em saúde. Percebemos que levamos muita informação à mesa de pessoas que nunca ouviram falar no tema, e incentivamos aquelas pessoas que até cogitavam esta possibilidade, mas por pressão social nunca haviam se sentido enconrajados a tentar.

Algumas poucas situações se apresentaram onde não tivemos coragem de recusar o alimento doado a nós, por diversas razões, mas foram 3 ou 4 situações apenas. Mas em nenhum momento durante a viagem sentimos vontade ou desejo de adquirir alimentos preparados com os ingredientes que deixamos de consumir.

Após retornarmos para uma pausa mais longa da viagem na compania de nossos familiares, iremos fazer um exame de saúde completo a fim de avaliar os “estragos” causados por dois anos viajando de bicicleta por aí. Vamos aguardar os resultados…

Receitas América do Sul {Por país/região}

O que comemos

O que evitamos comer

  • Juan

    GO VEGAN.
    Também sou vegano e cicloturista. Em viagens geralmente levo granola, chocolate amargo, extrato de soja, frutas etc como lanche, apesar de ser pouco calórico. Quando sei que não encontrarei lugar para almoçar recorro a massa com molho vermelho feitos em uma panela e fogareiro na beira da estrada 😀 Sempre da pra dar um jeito.
    parabens pelo blog

    • Olá Juan,
      Ficamos bem felizes com teu comentário! Mais um de nós pedalando por aí. No Brasil a granola sempre salva, principalmente a Granola lá de Floripa que é excelente e bom preço (a marca é Da Magrinha, nossa preferida). Já fora do Brasil, os preços de granola são bem caros, penso que isso é devido a falta de consumidores…Raramente comemos em restaurante, mas é possível encontrar boa opção vegana e restaurantes tipo Buffet, principalmente no Rio Grande do Sul. Copiando sua frase “Sempre dá pra dar um jeito”, concordamos plenamente!!! Abraços

  • Amanda

    Gente, que coisa linda! muito feliz em saber dessa experiencia de vocês.
    Sou vegana e pedalo bastante, pratico escalada, acroyoga, pilates e corrida e muitas vezes as pessoas não acreditam que quem se abstém de produtos de origem animal vive normalmente, rs. É preciso pulverizar as iniciativas de promoção do veganismo e vocês estão fazendo isso lindamente!
    Esse blog é inspirador, parabéns ^^

    • Olá Amanda, coisa linda é receber uma mensagem como a sua! Muito obrigado pelo apoio. Nossa, quantas modalidades você pratica, uau! Segue em frente, veganpower! Nós só temos a agradecer às pessoas que nos apresentaram ao veganismo. Apesar de não nos considerarmos veganos, admiramos a determinação de quem estende o respeito aos animais para além do prato. Por enquanto ainda não conseguimos ser 100%veganos, a questão dos cosméticos como shampu e sabonetes, ainda não foi possível escapar estando na estrada. Mas tudo é um processo e um aprendizado. Abraços!