Os Equipamentos

Aqui vai uma listagem do que estamos preparando de equipamentos e tralhas para levar na viagem. Separamos por categorias ou usos. Esta página estará em constante atualização. LEGENDA: Ítens riscados foram os que já sairam de uso/ doados / retirados/ e ou abominados!

Equipamento Básico:

Kit Ferramentas
  • Chave de corrente;
  • Chaves Allen (diversos tamanhos)
  • Chave de boca (diversos tamanhos)
  • Alicate
  • Kit remendo (pinça, lixa, remendo, cola, caneta, espátulas)
  • NBT2– removedor de K7 para trocar raios ao lado no lado do K7
  • Canivete
  • Bomba de ar
  • Chaves de fenda
  • Chave de raio
  • Chave para Cone de Cubo
  • Meia serra de Metal para casos de Emergência (Eliminamos no início da viagem)
  • 2 Correntes extras para revesar a cada 2.000KM (Na metade da viagem ficamos com apenas 1 extra e a outra enviamos pra casa)
  • Câmaras de ar extra (sempre tinha apenas 1 extra)
  • Raios extra (trocamos só dois em toda a viagem)
  • Cabos de freio e marcha – ao menos 1 extra
  • Sapata de freio extra – Kool Stop (trocamos uma vez o jogo na bike do André, e só o da roda traseira da bike da Ana, ou seja, 3 pares trocados em quase 24mil km)
  • Pneu extra (variou muito ao longo da viagem, mas no início carregávamos dois, depois levamos um dobrável, e no Brasil não levamos nenhum extra)
  • Facão (pra região norte e nordeste salvou uma economia de rango porque tem muito coco pela estrada)
Roupas (por pessoa)
  • Roupas Impermeáveis
  • Segunda pele (polartec pra Ana e Termo-skin pro André) Polartec é mais durável e a relação pesoXvolumeXproteção mais vantajoso.
  • Casaco de Fleece
  • 1 bermuda p/ pedalar
  • 1 calça/bermuda c/ zíper
  • 2 Camisa manga longa cada um (uma para pedalar outra pra dormir)
  • 1 regata
  • 1 camiseta comum
  • Roupas Íntimas (3 unidades)
  • 3 Meias simples e 2 meias de super-frio
  • 1 Gorro
  • 1 Balaclava
  • 1 Cachecol
  • 1 par Luvas segunda pele
  • 1 par Luvas de borracha pra situação de chuva/vento
  • Polainas impermeáveis
  • Chinelos
  • Bonés aba grande acoplado ao capacete
  • Capa de chuva de plástico
  • Ecohead
  • Óculos de sol
  • Calça fleece (Costuramos de um cobertor de microfibra de supermercado, servia como travesseiro também)
  • Tênis/papete/bota trekking/argh!crocs-genérico (em diversos estágios da viagem. (Mais útil de todos foi a papete, já que tínhamos meias muito boas para o frio + polaina impermeável enfrentou até trekking de 10 dias na Cordilheira Branca no Peru.)
Ítens de segurança
  • Capacetes
  • Colete refletivo telado (abandonado no começo da viagem)
  • Luzes de sinalização (corte de peso, deixamos pra lá, não queríamos pedalar a noite mesmo…e nunca foi necessário!)
  • Retrovisores (Oh yes! Item mais importante EVER)
  • Sinalizador para avisar familiares aflitos que você tá no raio que o parta!(Nunca nem cogitamos levar)
  • Mapas de papel! Levamos da Rough Guide (tem alguns erros, mas foram fundamentais os que ainda conseguimos encontrar: Argentina, Chile, Peru). Para Bolívia acesse o site Tour.tk. Para o Chile tem o mapa da rede de postos de combustível de lá que se não for de graça é bem barato e muito preciso. Para trilhas e passos absurdos usamos a internê!

Registro:

  • Câmera Digital Reflex (chegou intacta em casa!)
  • Câmera GoPRO (sobreviveu a muito banho de chuva)
  • 2 Cartões de memória 16gb (um par a mais não teria sido nada mal)
  • Notebook 11polegadas (Um HP-zinho que sobreviveu, aleluia!)
  • HD externo 500GB no início= lotou! 1T no meio da viagem=lotou!

Cozinha: Confira a lista completa e foto dos utensílios de cozinha que saímos de casa no Post A Cozinha do Cicloviajante e como ficou depois de um tempo na estrada no Cozinha Cicloviajante 2.0

Higiene pessoal
  • Shampoo ou sabão de coco
  • Sabonete
  • Esponja natural
  • Escovinha
  • Escovas de dentes
  • Pasta de dentes
  • Fio dental
  • Mini Pente de cabelo
  • Cortador de unhas
  • Pinça
  • Lâmina
  • Mini Lixa de unha
  • Protetor solar (usado raramente)
  • Estojo de banho com gancho para pendurar (muito útil em banheiros de chão nojento)

Primeiros Socorros:

  • Pastilhas de Cloro (salvadora de vidas!)
  • Cobertor de emergência (eliminamos no começo da viajem)
  • Soro (tem que ter sempre!)
  • Gaze
  • Esparadrapo
  • Band Aid
  • Analgésico
  • Analgésico para cólicas
  • Anti-vômito
  • Água oxigenada ou Álcool em pote de 50ml com borrifador [providenciar] {Nunca providenciamos}
  • Necessaire para guardar tudo isso (zip loc cumpriu este papel)

Kit Costura de emergência

  • Agulha Grossa (fizemos alguns reforços num dos alforjes)
  • Agulha fina (remendamos muita roupa surrada da estrada)
  • Retalhos de Cordura para remendos de alforje e barraca (nunca foi necessário)
  • Linha encerada reforçada preta (fizemos alguns reforços num dos alforjes)
  • Linha de costura comum preta/amarela/branca (usamos na troca de zíperes da barraca)
  • Mini tesoura
  • Alfinetes de segurança de vários tamanhos (remendamos muita roupa!)

Documentação

  • Passaporte (mesmo não sendo orbigatório, poupava tempo e papelada nas aduanas)
  • Notas fiscais de alguns equipamentos (nunca questionaram nada nas aduanas)
  • Carteira de Identidade recente (para fazer o passaporte)
  • CPF
  • Comprovante Internacional de vacinação contra febre amarela

Sobrevivência Financeira

  • Cartão master e visa (BB):
    • solicitar autorização de saque com alguns dias de antecedência por telefone ao gerente da agencia
    • Não rolou na Argentina e Chile por conta das senhas de 4 digitos de lá (aparentemente é isso, mas nunca descobrimos o real motivo de ter bloqueado lá)
  • Cartão Cirrus Santander (era o de emergência0, por ter 4 dígitos salvou nossa vida na Argentina e Chile.

PESO DE TUDO ISSO?

Algum dia a gente consegue detalhar o peso de cada coisa por questão de curiosidade. Mas o peso geral que conseguimos fazer já era no Brasil, final de viagem, muita coisa eliminada e sem equipo de frio, ficou assim:

André: próximo de 17kg de bagagem + bicicleta

Ana: próximo de 14Kg de bagagem + bicicleta

  • Dale André e Ana!! to impressionado com a qualidade do planejamento. Isso é fonte pras minhas futuras trips! quanto a documentação, tava vendo o lance da febre amarela, acho que é no escritório da Anvisa, fica no centro, na frente do Teatro Alvaro de Carvalho, fiz a minha lá! Abraços!

    • Fala Rafael,
      valeu, vamos atualizar bastante esta página e procurar manter ela bem fiel ao que de fato usamos durante a viagem. Se por algum motivo algum item não se mostrar útil vamos escrever aqui.

      Massa, vamos dar uma passada neste local que indicou, pelo menos é mais perto do que o aeroporto =p

      Abraço

  • e ai gente
    fera o planejamento hein ?!

    qual a expectativa de tempo, km/dia e condições climáticas ?
    além da grana investida…

    abraço!

    • Olá Leonardo, Valeu pelo comentário, mas nem foi tão bom nosso planejamento, hehehe. Improvisamos muito. Não fizemos nenhuma estimativa prévia de km/dia e muito menos das condições climáticas. Só tivemos um plano em relação à grana investida “quanto mais conseguirmos economizar, mais tempo na estrada podemos ficar” e essa tem sido nosso guia.
      Mas agora depois de 7 meses de viagem podemos dizer que não dá pra pedalar mais de 1500km por mês, se não vc não consegue aproveitar muito, por exemplo, ficar vários dias num camping livre em um lugar maravilhoso… Clima só prestamos atenção em relação às estações do ano, por exemplo, fazer a Patagônia e especialmente, Carreteira Austral, no verão. E dia a dia, quando é possível acessar internet checar o meteored ou windguru pra ver a previsão do tempo.
      A grana temos gastado só com comida, e aqui mais ao sul estamos precisando tomar banho a cada uns 3 ou 4 dias, então de vez em quando ficamos em campings privados que custam entre R$12 a R$20, os mais econômicos. Mas quando mais ao norte mais barato são os campings e menos necessidade de campings pagos, porque sempre é possível tomar banho em algum rio, então a viagem volta a ficar barata.

      Abraços

  • por favor me expliquem como conseguiram levar tudo isso…e outra coisa: quanto de peso nas magrelas ? voces fizeram algum curso de mecanica de bike ? abraço

    • Com jeitinho cabe tudo, mas no início da viagem despachamos pra casa 4kg de coisas que não estávamos usando. E depois acabamos eliminando mais alguns de porcarias. Não fazemos idéia de quanto a magrela pesa com a bagagem, mas posso dizer uma coisa, as pernas acostumam…quando é plano. Quando tem muito morro pra subir, você se dá conta de que nunca vai se acostumar com o peso de tanta coisarada! É sempre sofrido e pesado…O curso que fizemos de mecânica foi fazer amizade com os caras das bicicletarias e ser sempre curioso e perguntador, e botando a mão na massa claro. E nos anos anteriores à viagem, usávamos a bike na cidade como transporte, deu pra aprender a fazer muita coisa. Alguns outros macetes como abrir cubos e remover k7 o André aprendeu com uns cicloturistas que hospedamos em nosso antigo apê, e aperfeiçoou com o Tio Youtube.

  • Olá Ana e André,

    Que belo site e blog vocês estão fazendo aqui! Fiquei muito contente em encontrar tanto material de qualidade, obrigado.
    Tenho uma dúvida; Qual é a marca e modelo da barraca de vocês? Ela é fantástica e parece ser muito espaçosa! Eu procurei nos posts mas não encontrei referências..
    Bem, moro em Rio Grande – RS. Se um dia passar por aqui (ou pela região), tens hospedagem de graça!

    Vou continuar acompanhando a viagem!
    Abraços,

    • Olá Thiago!
      Obrigado pelos elogios! =)

      Então, a marca é Hilleberg e o modelo Keron3.
      É uma marca bem cara, mas vale cada centavo. Até agora 04/03/13 mais de 200 noites dormidas nela e está sem arranhões (claro que tomamos muito cuidado também)… Neste ritmo me parece que vai durar fácil mais de 500 noites.
      Conhecemos algumas pessoas que tem barracas desta marca a mais de 20 anos, e alguns com mais de 800noites dormidas, ehhehehe…..

      Vlw, se passarmos por ae damos um toque
      Forte abraço!!!

  • Olá, no que se refere a eletronica embarcada (camera digital, netbook, gps).. a DSLR vc recomenda levar qual tipo de lente.. vi as fotos e ficaram muito boas.. como vcs faziam para recarregar as baterias?

    • Olá Sergio, nós não somos nenhum fotógrafo profissional, escolhemos uma lente versátil pra paisagem, que tivesse um pouco de zoom, mas ela não tem tanta qualidade assim. Começamos a viagem com apenas uma bateria e carregávamos nos dias em que parávamos em algum camping, poucas vezes pedimos para carregar em um restaurante ou barzinho em que paramos descansar no meio do dia. Em geral a bateria dura mais de uma semana pra gente, mas fazendo poucas filmagens, só na foto aguenta até mais tempo que isso. Depois no Peru acabamos comprando uma bateria extra genérica porque pretendíamos fazer uma caminhada de 10 dias pelas montanhas e queríamos filmar o máximo possível. Mesmo com duas baterias, para 10 dias de caminhada com paisagem maravilhosa TODO santo dia, duas baterias foi no limite, 3 teria sido confortável, mas 4 teria sido o ideal, porém pesado demais pra levar em mochila. Para viagem de bike apenas, duas baterias é mais que o necessário para nós. Abraços

  • Emanuel

    Olá, parabéns pelo site e pela conquista de vocês!
    Eu estou pretendendo fazer uma trip de bike pela america do sul também, e agora que conheci o site de vocês, as suas dicas serão muito úteis!
    Eu tenho uma dúvida…. No meu caso, eu vou de bike, mas pretendo fazer alguns trekkings pelo caminho, alguns de 5, 6 e outros de até 10 dias. Vi que vocês também fizeram trekkings durante a viagem, e a minha dúvida é, onde e como vocês deixavam as bikes enquanto saiam para o trek? Tenho curiosidade sobre isso, pois não tenho a minima ideia de como farei para guardar minha bike enquanto parto para as montanhas. kkkk

    • Fala Emanuel,
      valeu pela mensagem em nosso site!!

      Vai depender muito do lugar onde estiver, mas isso tem de ser resolvido no calor do momento, rs….

      Para nós as bikes ficaram nos seguintes lugares durante os passeios/caminhadas que fizemos:
      1- Bariloche – Argentina : Casa de amigos
      2- Cerro Castillo – Chile: Em um barracão no camping que estávamos hospedados
      3- El Chalten – Argentina : Nos bombeiros da cidade depois de muito buscar locais e depois de “chorar” um bocado para eles
      4- Copacabana – Bolivia : Em um hotel super suspeito, deixamos as bikes com o coração apertado, mas tudo deu certo
      5- Cusco -Peru : No hostel Estrellita, 100% confiança no hotelzinho, super tranquilo. Sempre com dezenas de ciclistas hospedados por lá, tem salas especiais para deixar as bikes
      6- Huaraz – Peru : Em um hostel super confiança também, as bikes ficaram presas na varanda do terceiro andar
      7- Santarém -PA-Brasil : Deixamos as bikes na casa de amigos que nos hospedaram durante nossa caminhada para a árvore Samauma Vovozona.
      8- Chapada Diamantina – Bahia : Ficaram na casa do amigo que nos hospedou por lá em Lençóis
      9- No nordeste fizemos um mergulho de algumas horas, deixamos as bikes na mesma loja onde alugamos os equipamentos

      Acho que foi tudo! Rs
      Qualquer coisa é só perguntar,
      Abraços
      André Costa

      • Emanuel

        Pô, bacana! Obrigado pelos detalhes haha
        É bom saber que tem onde deixar a bike em segurança enquanto saímos para cidade ou até mesmo para um trekking de vários dias.
        Valeu! 🙂

  • tayssa

    oi estou impressionada com a sua história e vou fazer o mesmo neste mês , preciso saber sobre como foi q aconteceu quando chegou na argentina e tirar dinheiro la , se VC usou o cartão nacional , eu uso o da Bradesco e n sei se vai dar p sacar la ….

    • Andre Costa

      Olá Tayssa, muito obrigado pelo comentário.

      Nossa, sua pergunta tem uma resposta muitissimo extensa. Estamos escrevendo um artigo bem completo sobre esse assunto, e acredito que vamos publicá-lo na próxima semana, fique ligada.

      Usamos cartão do BB VISA Plus internacional. Você precisa solicitar uma liberação no banco.
      Meu conselho é adquirir um Visa travel money, e se tiver possibilidade de conseguir algum cartão da MasterCard(Cirrus Internacional) é uma boa para ter mais opções de sacar em praticamente qualquer caixa eletrônico.
      Nós usamos tanto o Visa Plus como o Cirrus.

      Vamos conversando, Abraços

  • ernani

    Muito bacana o relato de vcs. pretendo fazer uma trip parecida em breve.Gostaria de saber se um GPS não fez falta, penso em adquirir mas é um ítem bem caro. Pelo visto deu pra vcs se virarem na boa!

    • Andre Costa

      Fala Ernani, na paz? Valeu pelo seu comentário também por aqui!

      Vamos lá, o GPS só vai fazer falta durante alguma caminhada por montanha ou algum local onde não existam estradas. Nesses 2 casos para o GPS ter alguma utilidade você precisa antes baixar o Track gps do roteiro que pretende fazer, para que você tenha uma referência, entende?

      Ex: Você está subindo uma montanha com um GPS mas sem o Track GPS, você só vai saber onde é o pico da montanha com o GPS na mão, mas não vai saber o caminho para chegar até lá, ou seja, o gps não terá utilidade. Se você conseguiu baixar o track gps, ok, o gps vai ser útil.

      Hoje em dia qualquer celular Android tem gps com precisão mais que o suficiente para se localizar em trilhas ou estradas, basta baixar uma APP bacana, baixar os mapas, o track gps e ficar tranquilo.

      Respondendo: Nós tinhamos sempre um smartphone conosco, mas o que fez falta uma vez foi não ter baixado o track gps do passo do rio mayer, por lá nos perdemos um pouquinho, mas isso deu o toque especial para aquele lugar, foi uma verdadeira aventura. Nós não corremos nenhum risco, pois poderíamos voltar pelo mesmo caminho que chegamos facilmente.
      Depois dessa ocasião, sempre que o caminho era incerto, buscávamos o trek gps e ligávamos o celular apenas quando estávamos perdidos para salvar bateria. Não, não precisa de rede nem wifi para usar o gps do celular, ele demora uns 5/10minutos dependendo do tempo e local, mas funciona.

      Espero ter sido útil.

  • Monique S. Guimarães

    Olá achei super legal a viagem de vocês. Já fiz muitas trilhas e pedaladas mas nada parecido com isso. Agora pretendo fazer uma pequena pedalada de 1 semana mas tenho uma criança de 2 anos. Estava um pouco perdida com equipamentos mas vocês me ajudaram bastante com as dicas.
    Queria ver como fica a bike de vocês modo na estrada, mas vou dar mais uma olhada pelo blog para ver se eu encontro.