Recomendação Bicicleta Cicloturismo

Quer sair por ae de bicicleta pra fazer uma longa viagem? A escolha das peças pode fazer TODA a diferença na durabilidade de sua bike, no seu bolso e até mesmo no seu humor.

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Bicicleta na areia, maior dó!

Bicicleta na areia, maior dó!

 

Dica #1 – Algo muito importante para se lembrar no momento da escolha das peças é se perguntar: Essa peça dá muita manutenção? De quanto em quanto tempo preciso realizar manutenção nela?  Escolha sempre as peças que necessitam da menor manutenção possível! Depois de alguns meses na estrada, qualquer manutenção que tiver de fazer na bike vai se tornar um verdadeiro suplício(i.e sofrimento, tribulação, tortura, aflição, tormento, apertura, angústia, tormenta, punição, calvário, sacrifício, etc…).

Dica #2 – Outra coisa importante para se lembrar é que peças caras são feitas para serem leves e não duráveis. O que você deve buscar ao montar sua bike para longas viagens é a Durabilidade.

Dica #3 – Pense na disponibilidade de cada peça pelos lugares por onde você vai passar. Nada de peças extravagantes que são dificílimas de encontrar. O ideal é pensar em peças que são comuns e fáceis de encontrar.

Dica #4 – Durante a viagem sempre ficar de olho aberto e ouvido atento com a sua bike, ver se tudo está no lugar, se ela não está anormalmente barulhenta, ver se o pedivela, os pedais  as rodas, guidão e mesa não “estão jogando”(ou enrroscando), ver se o bagageiro está firme no lugar, ver se a corrente não está abrindo, se a roda está inteira e sem trincos, etc…  Se você detectar um problema quando ele ainda está começando a solução será muito mais simples!

 

Quadro

Cromoly ou Alumínio? Na sinceridade, tanto faz. Vá com o que você tem, se você gostar dele e se sentir confortável, Perfeito!

Já vi pessoas carregarem muito peso e pedalar milhares de kms durante vários anos com bicicletas de alumínio sem o menor problema.

Se tiver disponibilidade de tempo para buscar uma bike de cromoly a um bom preço, corra atrás já que esse tipo de bike te dá um excelente conforto e em caso de quebra pode ser soldado com relativa tranquilidade.

Garfo ou Amortecedor?

Aqui temos de lembrar da dica #1. Se você quiser utilizar um Amortecedor, ótimo. Mas um amortecedor para funcionar corretamente precisa de manutenção de tempos em tempos.

Já que você pretende ficar muito tempo na estrada, como vai fazer essa manutenção? Onde ficará hospedado durante a manutenção? Você carregará todas as ferramentas necessárias para a manutenção do seu amortecedor? E aquele óleo especial? Etc….

Se você utilizar um garfo ao invés do amortecedor, você nunca precisará dar manutenção em seu garfo. Por isso nossa recomendação é o garfo!

Movimento Central

Aqui eu realmente não recomendo aqueles movimentos centrais levezinhos(pressfit, hollowtech) com um furo gigante no meio, esses que são usados nos modelos mais caros de pedivela(Xt, Deore, etc…). Esse tipo de movimento central não aguenta o tranco de uma longa viagem! Você terá de dar manutenção neles a cada no máximo (isso se ele não estragar antes disso) 5mil km.

Nossa recomendação é um movimento central selado Shimano, octalink ou quadrado. Esse tipo de movimento central é muito, mas muito durável mesmo. Mas se por acaso você tiver um problema com esse tipo de movimento central será relativamente fácil e barato substituí-lo onde quer que você esteja.

Pedivela, K7 e Corrente

O segredo em escolher a relação correta para bike é começar pelo número de velocidades. O ideal é ter 24 marchas (8velocidades), já que para relações de 27 ou 30 marchas a corrente passa a ser mais fina e se quebra com bastante facilidade.

Em mais de 24 mil km pedalados não tivemos nenhum problema com as correntes 8 velocidades, em compensação boa parte dos viajantes de bike que conhecemos utilizando correntes de 9 velocidades tiveram problemas.

Utilizamos a relação de 24 marchas com pedivela Shimano Acera e k7 Shimano Acera. A corrente utilizada foi a KMC 8 velocidades com elo removível (magic link).

24 marchas é suficiente para uma longa viagem de bike?

Sim, é mais que o suficiente! Na realidade utilizamos apenas 21 marchas das 24 disponíveis, por motivo de segurança decidimos regular o câmbio traseiro para não engatar a marcha mais leve, já que vimos vários casos de destruição total da bike por conta do câmbio traseiro se enganchar no meio da roda durante descidas. Outro motivo para não utilizarmos a marcha mais leve,  é que empurrando normalmente somos mais rápidos que pedalando, além de utilizar outros músculos do corpo.

Muito mais sobre o assunto de correntes e marchas no post “Revezamento de Correntes” aqui.

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Roda

Quanto Você Pesa? Quantos KG de bagagem pretende carregar?
Se a soma do seu peso e o da sua bagagem passar de uns 100 kg você vai precisar de algo mais especializado para cicloturismo se não quiser ter problemas (ex: Existem modelos de roda, raios e cubos da marca DtSwiss que são feitas para aguentar mais peso).

Busque um aro de parede dupla simples, sem firula e monte a roda com alguém que entenda de montagem de roda. Utilizamos em nossa viagem os Aros Vzan Escape 260 de 36 furos. Não recomendamos 32 furos, muito menos outros modelos mais caros de roda Vzan, já que os outros modelos são feitos visando a leveza, consequentemente são menos robustos.

Aros com mais de 20mil km rodados correm risco de abrir o bico a qualquer momento, dependendo das condições elas podem durar menos ou mais que isso.

Utilizamos os cubos Shimano Alívio, mas não existe grande diferença entre o Acera, Alívio e Deore. Já vimos Deore abrir o bico com menos de 3mil km. Para aumentar consideravelmente a durabilidade dos cubos, nosso conselho é a manutenção (abertura, limpeza e troca da graxa) a cada 5mil km, ou antes disso se pegar muita chuva e lama. Com os cubos não se esqueça da dica #4!

Sobre o tamanho da roda, siga a dica #3 para concluir que o melhor aro é o 26. Já que será mais fácil encontrar não só a roda mas também pneus, camaras e raios no tamanho 26.

Pneu

Pneu detalhe de desgaste. Schwalbe Marathon Plus Original

Schwalbe Marathon Original

Como a sua idéia é pedalar milhares de Kms com a menor quantidade possível de manutenção, nós realmente recomendamos os pneus Schwalbe Marathon.

Essa marca e modelo possui várias linhas, o que acreditamos ser o melhor custo benefício é o Marathon Original que possui proteção anti-furos de 3mm de espessura, qualquer coisa além disso vai ajudar pouquíssima coisa mais.

Se você puder, procure o Marathon Plus Tour, ou o Mondial Dobrável Evolution Line. Com um par de pneus desses e um pouco de sorte, você pode rodar mais de 20mil km sem muitos furos.
Nossa medida preferida para os pneus é a de 26×1.75.

 

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Pneu detalhe de desgaste. Schwalbe Marathon Plus Original

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Schwalbe Marathon Original após mais de 30mil km (10mil como pneu traseiro e 20mil como dianteiro)

 

Trocador de Marcha e Câmbios

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Trocador Rústico, alavanquinhas!

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Trocador Rústico, alavanquinhas não indexadas!


Alerta de Ponto Polêmico! Use trocadores de alavanquina não indexados! Esses são os melhores trocadores de marcha, mais simples e duráveis jamais inventados em todas as galáxias!

Como ele funciona? Você move uma alavanca até perceber que a marcha trocou. Se você estiver ouvindo algum som estranho ou sensação de marcha desregulada você segue movendo a alavanquinha até a marcha ficar 100%. Com um pouco de prática você vai trocar de marcha tão rapidamente quanto um rapid-fire e nunca mais terá marchas desreguladas, você leu bem: NUNCA MAIS terá marchas desreguladas!

Com o sistema de alavanquinha você não tem necessidade nenhuma de cambios dianteiros e traseiros de boa qualidade, já que o controle da marcha fica totalmente na sua mão, ao contrário do rapid-fire que depende muito de uma regulagem fina correta feita nos câmbios. Qualquer câmbio Shimano SiS ou Altus será mais que o suficiente!

Outra vantagem deste sistema é que não importa quantas marchas você usa, se são 7, 8, 9, 10, 20, 72 o mesmo trocador servirá já que ele não é indexado.

A única manutenção que precisamos dar em nossas marchas é apertar um parafuso da alavanquinha a cada alguns meses, quando percebermos que a alavanquinha está um pouco frouxa.

Mais informações neste baita post: https://asbicicletas.wordpress.com/2010/10/01/trocadores-de-quadro-alavancas/

Pedal

Qualquer pedal rolamentado vai dar certo e ser bastante durável. O uso ou não de “clip” ou sapatilha é de escolha pessoal.

Porta Caramanhola

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Suportes comuns com garrafas de 1,5 até 2L

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Suportes comuns com garrafas de 1,5 até 2L

Os mais basicões podem ser usados sem problemas com garrafas de 1,5L. basta forçar um pouco o tamanho dele e prender a ponta da garrafa com um elástico que vai dar certo. Não prometo que vão aguentar pra sempre, mas é uma excelente opção para se carregar bastante água.

Selim

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Selim Brooks com 5 anos de uso, igual novo!

Recomendação Bicicleta Cicloturismo: Selim Brooks com 5 anos de uso, igual novo!

Você se considera uma pessoa cuidadosa com seus equipamentos? Se sim, nossa recomendação são os selins de couro da Brooks.

Mas por que tem que ter cuidado? Por que esse selim só vale a pena se você cuidar dele muito bem. Você nunca poderá deixar que ele se molhe, ou seja, antes de qualquer chuva ou antes de finalizar o dia em sua barraca você deve cobrí-lo com alguma capa plástica impermeável.

É, mas isso vai um pouco contra a dica #1. Sim, vai contra, mas esse selim é tão confortável e durável que ele vale a pena.

Aqui vai a pergunta de novo: Você se considera uma pessoa cuidadosa com seus equipamentos? Se a resposta for não, então nosso conselho é conferir os novos selins Brooks Cambium, que são iguaizinhos (conforto, durabilidade, etc) aos Brooks de couro, porém não precisam de manutenção nenhuma, são totalmente à prova d´água, e o melhor, são feitos de látex natural vulcanizado + algodão orgânico.

Após termos pedalado mais de 30mil km com esses selins, eles parecem como novos! O investimento é caro, mas se você for uma pessoa cuidadosa e pouco consumista o seu Brooks pode durar para o resto da vida.

Freio

Sapata de freio kool-stop

Sapata de freio kool-stop após mais de 24mil km

Vbreak ou Cantilever, o que preferir. O importante aqui é a escolha das sapatas de freio, busque a sapata mais dúrável possível. Essa sapata mágica durável tem nome: Kool Stop.

Ela é cara? Pode parecer cara, mas não é se você considerar o quanto ela dura. Se for instalada corretamente, ela supera fácil 15mil km rodados. Uma das sapatas de freio da bike da Ana, rodou por mais de 24mil km SEM DESGASTE APARENTE, ainda está como nova e freiando super bem.

Guidão

Aqui estamos em um item muito pessoal, vá com o guidão que você acha mais confortável e se adapta melhor. Butterfly, drop, flat, tanto faz desde que você não tenha dores com eles.

Bagageiro

Bagageiro para viagem longa, o jeito é fazer ou modificar um simples feito de aço já que os de alumínio não costumam aguentar por muito tempo, nem mesmo os mais caros! Por isso fizemos este artigo, com idéias de como modificar um bagageiro simples de aço. Você encontra esses bagageiros também na nossa lojinha.

Mais informações sobre as nossas bikes aqui: http://www.pedarilhos.com.br/blog/pedal-america-do-sul/as-bicicletas/

Dicas sobre manutenção da bike: http://www.pedarilhos.com.br/blog/6-dicas-para-aumentar-vida-util-de-sua-bicicleta/

Sobre correntes e quantidade de marchas e sobre revezamento de correnteshttp://www.pedarilhos.com.br/blog/revezamento-de-correntes/

Mais dicas sobre cicloturismo aqui.

 

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André Costa

Ciclista desde que se entende por gente, viaja de bicicleta desde 2008 e quer te encorajar a pegar a bike e encarar a estrada. Saiba mais ->

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  • Erivelton A. Freitas (Mistico)

    Ala Ana e Andre, tudo bem? como sempre é um prazer ler um post de vocês, esse não foi diferente. Por coincidência eu estava querendo escrever para vocês a respeito dos trocadores, a um tempo atras eu quis instalar mas achei que não ia dar certo então vi nas bicicletas de vocês funcionando perfeitamente. Então seria pedir muito para que mandassem mais alguns detalhes dessa maravilhosa engenhoca?
    Um grande abraço.

    • Fala Erivelton!!!

      Muito obrigado pela mensagem!!

      Nossa, esse sistema de troca de marchas é tão simples, que eu nem saberia mais o que te dizer sobre ele. Fiz a instalação em nossa bike da mesma maneira que é feita nessas bikes tipo caloi 10.

      O sistema pode ser fixado em diversos lugares. Os nossos foram fixados no quadro, mas podem ser fixados também na mesa e também na ponta de guidões drop.

      Vamos conversando,
      Abraços
      André

  • Thalmo

    Linda a matéria. Dicas valiosíssimas. Obrigado por compartilhar esse conhecimento.

  • Andy Leknar

    Obrigado por esse post! ..é o primeiro que leio de vocês, sou uruguaio e estou começando a preparar minha bike para sair a rodar a america latina..vou seguir seu blog e ler um pouco mais! Valeu e bons ventos pra vocês..

    • Andre Costa

      Valeu Andy! Se sentir falta de algum conteúdo nos manda uma mensagem que tentamos escrever sobre ele. Abraços

  • Marcelo Rinaldi

    Boa noite, Ana e Andre! Tudo certo? Irmãos, a história de vocês é fantástica! De uma simplicidade e coragem tão vívidas que saltam aos olhos! Emocionante ler o relato de vocês! E não digo só pela aventura na bike, mas principalmente pela visão de mundo e valores que carregam e semeiam por onde passam! É emocionante demais! Masss vamos aos fatos, duas coisas me deixaram meio na dúvida em relação as viagens com bike, primeiramente é que você André manja dos paranauê de manutenção, ou seja, dificilmente ficaria na mão com algum problema na bike, por outro lado o que faço na bike é trocar uma câmara e olhe lá! rs E também assim, a única bike que tenho é uma elite 20 da Caloi e por tudo que vocês escreveu sobre focar em Durabilidade, fiquei bem receoso de tentar fazer (nem estou falando de 02 anos de bike por esse mundão afora!) algo parecido…algumas dicas? Forte abraço procês!

    • Andre Costa

      Fala Marcelo,
      cara, valeu demais pelo comentário, show! Nos deixa muito animados =).

      Cara, é difícil ter problema na bike que você vá ficar parado na pior. Acho que o pior problema possível que pode ocorrer é problema nos cubos, esse sim pode travar sua bicicleta de maneira que não é possível nem empurrar a bixinha. Outro problema que pode ser bem ruim é na roda da bike, de trincar o aro.

      No geral qualquer outro problema que ocorrer vai ser possível no mínimo empurrar a bike né.

      Eu diria que todos os problemas não ocorrem de uma hora para a outra. Então se você não manja de dar manutenção o jeito é prestar bastante atenção na bike, principalmente antes de atravessar algum trecho mais deserto. Olhar com carinho raio por raio, olhar cada cantinho do aro. Tirar a roda da bike e segurar o eixo do cubo e girar o eixo com a mão ver se ele não está segurando/travando devido a falta de graxa e excesso de areia, ou se ele está froxo demais, ver se o pneu não está com bolhas assassinas, perceber sons estranhos na bike e encontrar a origem deles… etc…

      Então se você perceber o problema antes de ele ficar realmente grave, provável que você não ficará na estrada na pior, entende?

      Se por acaso ficar na pior, não se preocupe, a maioria dos lugares tem carro pra lá e pra cá e sempre tem alguém disposto a ajudar, o mundo é muito melhor do que os noticiários mostra, hehehehe…..

      Quando estiver indo pra algum lugar realmente deserto, leve um pouco a mais de água e comida do que realmente vá precisar, sabe, só para emergências…. todo mundo deve fazer isso =)

      Abraçosss, Valeu!!

  • Denis Forigo

    Obrigado pelo Post. Em breve vou montar uma bicicleta seguindo suas dicas. Grande abraço!

  • Joao Luis

    Oi tudo beleza? Gostava de saber qual o equipamento de bicicleta, ou seja peças de substituição que levaram para a viagem? Corrente, freio etc
    Obrigado

    • Andre Costa

      Fala João Luis,
      tudo na paz? Valeu pelo comentário.

      Levamos 1 cabo de freio, 2 cabo de marcha, câmara de ar (só 1 para as 2 bikes), sapatas para freio kool stop (2 pares para cada bike). Em alguns momentos oportunos tínhamos um ou outro pneu. E como comentei em outro artigo, tínhamos 1 corrente para revezar (o link do artigo é: http://www.pedarilhos.com.br/blog/revezamento-de-correntes/).

      Abraços!!!!

  • Junqueira Junior

    tenho um quadro de caloi arco duplo em bom estado. é uma bike pedreirona dos anos 70 – semelhante ao quadro da foto abaixo. meu tio usou com aro 26 e 10 velocidades. eu montei com aro c10 e 14 velocidades. será que rola pra cicloturismo, andré? das dicas acima, fiquei em dúvida qto ao movimento central shimano, se cabe ou tem alguma gambitécnica possível. gostaria de saber a sua opinião antes de iniciar o projeto dessa panzer. abraço.

    • Andre Costa

      Olá Junqueira,
      na paz?

      Nossa, lindo quadro. Cara, não vou me arriscar nessa resposta por que não conheço o quadro. Assim como pode ser um excelente quadro, pode ser que não seja tão bom assim.

      Você tentou pescar umas informações sobre ele no forum do pedal? A galera lá manja muito!! Ah, tem também o grupo do face (https://www.facebook.com/groups/bikescromolybrasil/?fref=ts) que talvez o pessoal saiba algo sobre esse quadro.

      Se falarem que é resistente e tal, e que dê para fazer algo com o movimento central, manda a ver. Eu já vi uns movimentos centrais que não precisam de rosca, são meio que universais, de repente com eles você consegue adaptar um pedivela moderno nessa bike.

      Pretende rodar longe com ela?

      Abraçosss! Vamos nos falando.

      • Junqueira Junior

        Olá, André,
        beleza?

        Opa! Valeu sobre o quadro.
        A princípio pensava em montar este quadro com um câmbio embutido Nexus 3 para usá-la aqui na minha região de topografia ingrata. Mas vi um vídeo de dois senhores, um pedreiro e seu assistente, que viajaram de Pernambuco (creio. e não me lembro a cidade) até Aparecida do Norte em duas barras circulares, com mantimentos em saquinhos de supermercado e tal. Confesso que senti ao mesmo tempo orgulho destes dois senhores e uma trava para investir uma nota numa bike. E como sou apegado a idealismos, logo pensei na arco duplo.

        Daí li as suas dicas e me entusiasmei mais ainda com este quadro. Pedalei esta bike há mais de 20 anos. ela estava com aro 26, câmbios, coroa e K7 de Caloi 10. Senti ela pesada, mas tinha como referência uma Peugeot 10, uma speed pesada, porém muito mais leve que a arco duplo com aro 26 e pneu bem largo (não sei a medida).

        Resistente o quadro é. Esta bicicleta era concorrente da barra forte nos anos 70, que eu me lembre. Era bicicleta de trabalho, pedreirona mesmo.

        Farei isto: vou levar numa oficina para dar um bom trato no quadro, arrumar um garfo, ver a questão do movimento central e usá-la com o câmbio embutido para eu voltar a pedalar, afinal estou com 50 anos, precisando de uma revisão num cardiologista, fora de forma e com 126 kg (e olha que meu peso ideal é 95 kg..rs). Nesse tempo eu sentirei se rola montar a bike para cicloturismo. Se sim, as alterações serão poucas, pois não partirei do zero. Daí penso em começar pelo Caminho do Sol, onde tenho socorro perto. Se tudo correr bem, então a resposta à sua pergunta se pretendo rodar longe com ela é sim. E bem longe.

        Em tempo, gostei das dicas, mas principalmente sobre os trocadores de marcha. Tenho um Shimano Centeron em uma Peugeot e um Suntour, ambos praticamente zero e qualquer um dos dois disponíveis para uso, caso venha a montar a bike para cicloturismo.

        E é isso. Foi mal se me estendi demais, mas me empolguei no assunto.

        Abraços e vamos nos falando.

        • Andre Costa

          Fala Junqueira,
          valeu pela mensagem.

          Show!! É verdade, sempre é possível! Tem outro documentário que o pessoal saiu do nordeste e foi até a argentina. Chama Ciclovida, busca no youtube, é super legal.

          Opa, se o quadro é forte, e você está buscando uma bike simples e robusta sem lá muito desempenho (nem precisa de desempenho pra viajar, rs….) manda a ver que vai dar certo sim.

          Só tenta manter tudo simples, nada de usar peças bem difíceis de encontrar =)

          Poucas marchas eu não acho problema, acho até bom. Nada como usar outros músculos na subida treinando um pouco a caminhada! A velocidade empurrando ou pedalando vai ser a mesma =)

          Abraçosss!!!

  • El ton

    Adorei o post, diferentemente dos outros artigos, neste eu senti que não preciso ser milionário para montar uma bike para cicloturismo. E a sua concepção de como uma bicicleta dever ser coincide com o que penso. Valeu pelas dicas!!

    • Andre Costa

      Fala El ton, show! Que bom que agradamos, essa é a nossa mais sincera opinião a respeito de bikes para cicloturismo. Mas claro, é possível viajar com muito (mas muito mesmo) menos, essa bike que montamos nos garantem alguns bons confortos e também mais durabilidade e menos manutenção. Abração!

  • Marcos Lemos

    Opa André, beleza? Seguinte, você conseguiu adaptar o trocador pra tua magrela, para o top tube? Eu estou com um SUN RACE aqui e a abraçadeira dele e menor…meu quadro é igual ao da Ana, Trek 970…Se fez uma gambi aí para o teu (o dela foi dito no post que era da mesma medida do tubo do quadro), dá um norte aí. Valeu e forte abrax!

    • Andre Costa

      Fala Marcos, beleza!! Valeu pelo comentário.

      Então, eu usei um parafuso mais longo para conseguir fechar a abraçadeira no quadro da Ana, ficou no limite mas deu certo.

      Para o meu quadro, tive de cortar a abraçadeira de metal original, fazer uns furos nela e passar ou arame ou abraçadeiras plásticas para aumentar o tamanho da mesma. Certamente para ambos os casos seria possível soldar um pedaço extra de metal para aumentar o tamanho da abraçadeira, mas eu decidi usar os recursos que tinha em mãos na hora da montagem… vem funcionando desde então.

      Deu pra entender mais ou menos? rsrs.. Abraços!