11 dicas para deixar sua viagem de bike mais fácil

{ou um poquinho menos sofrida}

Algumas coisas que aprendemos desde que começamos a viajar de bicicleta nos idos de 2008 resumidos em um único post!

1-Leve 1,5L de água em suportes de caramanhola comuns

Pézinho de bastão de caminhada

Caramanholas próprias pra bicicleta são pesadas e geralmente não ultrapassam 1 litro de capacidade. Bolsas de hidratação deixam a água com um gosto horrível. Garrafas PET são custo zero, fáceis de substituir, e leves, muito leves.

Mas encontrar suportes para garrafas maiores pode ser uma tarefa quase impossível. Pra levar garrafas PET maiores em suportes comuns, é só forçar o ferro um pouco para alargar a base, e a garrafa amassará um pouco mesmo, normal. Próximo à tampa passamos um pedaço de câmara de ar  e fizemos um nó  simples de modo que fique uma alça entre o quadro ou garfo da bike, e o começo do bocal da garrafa, onde vai a tampa. Assim a garrafa não cairá por nada, por mais esburacada que seja a estrada.

Evitamos carregar qualquer coisa nas costas. Mochila de Hidratação é fácil de acessar água sem ter que parar a bike, mas uma caramanhola bem posicionada na bicicleta também é fácil de acessar e beber enquanto pedala. Ainda assim é muito recomendado fazer pausas regulares e descer do selim nem que seja por um minutinho, aproveitamos esse momento pra hidratar. Mochila nas costas, por mais leve que seja, não deixa sua transpiração evaporar, e pode ser ainda mais desconfortável em climas quentes. Já em climas frios uma mochila é até tolerável, mas você não vai sentir tanta necessidade de se hidratar quanto em climas quentes, embora mesmo em clima frio a hidratação seja de muita importância.

2- Levar o mínimo, aproveitar o máximo

comida-de-campingDamos sempre preferência a equipamentos com dupla função, assim você terá que empacotar e desempacotar todos os dias menos ítens, além de poupar peso na bagagem.

A gente tem alguns ítens multifunção, por exemplo:

  • Talheres tipo “spork”, aqueles que são colher de um lado, garfo do outro e um leve serrilhado que quebra galho de faca;
  • toalha de banho que pode servir de toalha “de mesa” pra comer dentro da barraca quando é muito frio sem espalhar farelo e resto de comida em cima de saco de dormir;
  • blusas que possa usar como travesseiro após dobradas (por exemplo, ao invés de levar um moleton, preferimos algo tipo fleece ou de fibra pois são bem macias, leves, quentinhas e rápidas de secar após lavagem);
  • saco de dormir pode usar pra amortecer impacto ao enrolar algum eletrônico, tipo tablet ou computador;
  • uma cumbuca que pode servir como prato ou como copo pra tomar um chá, sopa, café;
  • a rede de dormir também é uma boa toalha de piquenique e pode servir como sombra temporária caso não tenha muito onde se abrigar ao sol forte do meio dia;
  • lanterna de cabeça com opção forte e fraco também pode ser usada além da hora de acampamento, usamos o modo forte pra pedalar a noite quando necessário e o fraco para ler um livro e preparar a comida dentro da barraca (no modo fraco a bateria dura muito!).
  • Em caso de frio excessivo, pode usar a roupa impermeável para ajudar no isolamento térmico por fora do saco de dormir, principalmente na região dos pés e tronco;
  • Isolante térmico além de dar mais conforto térmico na hora de dormir, pode ser ótimo pra enrolar e manter algum alimento congelado por mais tempo durante o pedal (um açaí por exemplo, durou dois dias congelado sobre nosso bagageiro mesmo com todo calor do nordeste! Enrolamos o isolante, o lençol e o saco de dormir ao seu redor), ou uma garrafa de água gelada por mais tempo de pedal;
  • Sabão neutro ou de côco, pode ser usado pra lavar roupa, tomar banho, lavar louça e até o cabelo;
  • Uma das bolsas da bike que venha com alça longa pra ser usada como pochete ou bolsa tira-colo  quando passeia a pé (a Ararauna e Alpamayo fabricam umas pra o guidom excelentes pra essa função!)
  • Roupas que sejam confortáveis para dormir e também pra usar a passeio quando não estiver pedalando;
  • Placa rígida removível de um dos alforjes é uma excelente tábua de picar alimentos, e as outras podem ser usadas pra sentar no chão sem sujar a roupa naquela pausa rápida do lanchinho.

Enfim, dá pra usar bastante a criatividade quando se vive com pouco!

2- Escreve, fotografa, queima

Fogueira e noite de lua cheia

Se você é daquelas pessoas que curte escrever diário de bordo, ou anotações de suas impressões sobre a viagem, você logo perceberá que esse material se acumula e pesa ao longo de seu percurso e ainda corre o risco de molhar ou extraviar, ainda mais quanto maior for o tempo na estrada.

Além de ser um excelente backup, fotografar as páginas já escritas possibilita queimar ou descartar o material físico, e subir as fotos para seu email ou disco virtual, HD ou cartão de memória (se em todos esses locais ao mesmo tempo, mais seguro o backup), você poderá acessar em qualquer lugar ou dispositivo. Costumam dizer que quem tem dois backups tem um só, e quem tem um só não tem nenhum!

E digo mais, sempre é bom ter um material seco pra começar uma fogueira (em locais onde isso é permitido) e espantar o frio.

3-Manutenção preventiva na sua bike

Abrindo os cubos pra dar um bizú...Neste tópico citamos uma série de artigos que já escrevemos a respeito. Esperamos que possa lhe ajudar no cotidiano de sua viagem.

A manutenção preventiva te safa de alguns quantos perrengues. Sempre mantivemos nossas bicicletas com manutenção preventiva nós mesmos, nos dias de descanso a cada mês nos dedicávamos a dar uma olhada geral em todos os ítens, e a cada 3 ou 4 meses manutenção mais detalhada em um ou outro item específico.

Revezamento de Corrente

6 Dicas para aumentar a vida útil de sua bicicleta

Não sabemos quantos perrengues nos safamos por conta da manutenção preventiva, porque nem chegamos a ter nenhum! Mas encontramos muitos ciclistas que tiveram que carregar a bike  até encontrar alguém que lhe desse carona, alguns casos um dos cubos entrou muita areia e água, sem limpeza ou observação de ruído, chega um limite e emperra completamente, só levando nas costas ou esperando uma carona.

Alguns amigos também pedalaram com uma marcha só até chegar na cidade, pois o cabo do cambio estragou, ou ainda aquele que desceu todos os morros empurrando a bike porque não tinha observado os cabos de freio a ponto de estourar e nem carregava um sobressalente. Se der margem pra Lady, ela vai vir com tudo! A essa Lady Murphy… (risos)

4-Gore-tex pode ser bom, mas “plasti-tex” também funciona!

Capa de chuva

Sim, essa coisa linda, reluzente e azul anil metalizado! Última moda, só você que não sabia…

Vestuário impermeável de qualidade, que realmente funcione, pode ser caro e é até difícil encontrar no Brasil por um preço aceitável. Então o que fizemos foi comprar uma capa de chuva de jardineiro na loja de ferragens, para complementar com o conjunto impermeável de calça e jaqueta que era disponível e acessível na época (2012).

Esse material em plástico seguramente é mais pesado, mas por ser largo e comprido, protege as partes mais importantes do corpo (costas, braço, peito e parte das pernas) enquanto com o ventinho do movimento da bicicleta, também proporciona ventilação da transpiração gerada pelo exercício físico. Claro que a tecnologia têxtil está aí com materiais excelentes, leves e compactos. Mas não deixe de viajar por não ter proteção da chuva, e também não viaje sem, pois uma hipotermia é algo comum em climas frio e úmido, não dê chance pro perigo. Mais dicas para pedalar na chuva aqui.

5-Parar pelo menos 1h antes do sol se por

Dia longo, quase dez horas da noite na terra do fogo!

A tranquilidade de arranjar um lugar pra parar antes de escurecer é recompensador. Você pode querer aproveitar ao máximo o dia pra pedalar, e então a hora de arrumar um local pra dormir se torna um pesadelo acordado! E ainda por cima no escuro…

Tirar tempo pra investigar sobre o local antes, e se necessário seguir um pouco mais para buscar um local seguro, bonito e confortável compensa em muitos aspectos. Haverá tempo para se banhar com tranquilidade naquele riozinho, preparar o rango com calma ainda com luz natural, as pessoas da comunidade local poderão interagir contigo sem receio e vai sobrar um pouco de energia pra montar acampamento sem esquecer de nada.

Em geral as pessoas ficam mais desconfiadas e menos solícitas a ajudar um estranho que lhes bate a porta na escuridão da noite. Já no final da tarde é outra história, elas te vêem chegando, observam seu esforço, tem tempo de tirar a dúvida, fazer um monte de perguntas e ver que você é uma pessoa do bem que só está precisando de uma pequena ajuda.

E você também pode ver melhor onde montará a barraca, se não tem um ninho de formigas cortadeiras, ou se onde armará a rede não é um tronco podre prestes a cair. Como já dissemos antes, não dê margem pra “Lady M.” agir.

6- Se adaptar sempre

Nossa distração no intervalo de almoço, virar jogadores de carteado com o jogo Uno, do Virgile, acabou viciando todos nós.

Muito calor no meio do dia, excelente pra uma jogatina de beira de estrada!

Se adaptar conforme o clima, conforme o país, conforme os recursos disponíveis.   Buscar comer o que existe no local, normalmente o que está disponível e em abundância na região de acordo com a estação, é uma boa opção de alimento e condiz com o clima, além de ser mais econômico.

Por exemplo, na Amazônia encontrávamos açaí, farinha de mandioca e frutas para todo canto. O Açaí com a farinha nos dava as calorias necessárias, e as frutas nos hidratavam pra enfrentar o calor inclemente da região. Já nas regiões frias, polenta pré-cozida e purê de batata instantâneo era o carboidrato rápido e fácil de fazer e que nos mantinha mais aquecidos e com bastante energia para enfrentar a friaca! Se quisésse comer purê de batata na amazônia, seria caro e difícil de encontrar, o mesmo vale se batesse aquela vontade de comer farofa no sul da Argentina, impossível!

Se for pedalar em locais quentes demais, começar antes do sol nascer é difícil na hora de despertar, mas ficará agradecido por terminar a pedalada antes da hora do almoço sem remorço, quando o sol já é forte demais e pode causar insolação, pressão baixa, desidratação e diversos outros mal-estares.

Já em locais frios, se permita dormir um pouco mais pela manhã, pois você terá o restante do dia inteiro para seguir viagem e muitas paradas longas não são necessárias e nem bem vindas durante o pedal, pois quanto mais tempo ficar descansando, mais o corpo esfria e retomar a pedalada fica mais difícil com músculos frios e dentes batendo. Realizar paradas curtas e seguir pedal antes que o corpo esfrie demais!

7- Não se preocupe muito, a solução está próxima

Tá com calor? Lá vem o sorveteiro!

Tá com calor? Lá vem o sorveteiro!

Essa é uma verdade muito grande. Assim que você começa a chegar em um local onde existe um problema, a solução vai estar por ali, mais perto do que você imagina.  Quando começar a se aproximar de um local muito frio, vão existir vendedores de blusas, cobertores. Se a água é ruim na região, água engarrafada não vai faltar nas vendinhas. Pode não ser equipamento especializado, mas as pessoas que vivem no local também precisam da solução para as questões de clima, enfermidades, etc, que a região apresenta.

Antes de sair pra viajar, não adianta muito ficar pensando em todas as possibilidades de problemas que podem ocorrer.

Conversando com pessoas que viajaram pela África recentemente, e isso foi unanime entre eles: “Não se preocupe com a Malária, lá eles estão acostumados com essa doença e vão te tratar de maneira muito mais eficiente, rápida e barata do que você comprar medicamentos antes de sair de casa.”

8- Pegue leve em alguns momentos

Primeira carona da viagem #fail! A polí­cia parou a caranga depois de 50 km e fez a gente descer. Pelo menos o passo Garibaldi não precisamos subir a pedal.

Lesionou, tá com dor, bateu preguiça, as perna amoleceram ou só quer adiantar um trecho? Caroneia as magrelas!

Dois momentos são críticos em relação à lesões em uma viagem de bike na nossa opinião: O começo da viagem, e após uma parada longa sem pedalar (mais que 5 dias).

No começo da viagem é maior a chance de lesionar, principalmente os joelhos. É comum também no início da viagem, um pouco por insegurança e inexperiência, levar ítens demais, bagagem desnecessária ou muita comida, elevando o peso total do que você carrega, aliado à expectativa e emoção de estar cumprindo seu sonho, você pode cair numa terrível combinação que resultará em dor: Peso em excesso na carga + distâncias maiores a que você está acostumado a pedalar com peso.

O mesmo cuidado vale para a volta ao pedal após um período longo de descanso. Notamos por nossa experiência que após 3 dias os calos nas mãos e nas nádegas (na região que nos dá conforto no selim, nos ísqueos) começavam a desaparecer, mas isso era só um indício que a musculatura também estava se acostumando com moleza! Calo desaparecendo, hora de agilizar e ir pra estrada outra vez, se ficássemos mais de 5 dias parados, ao menos um pedal pela cidade deveria ser colocado em prática.

Se começássemos muito afobados nos primeiros dias após o descanso, o que é natural pois o cérebro pensa “Estou com o corpo descansado e bem reabastecido, comi bem muitos dias e salvei algumas reservas adiposas, tenho combustível suficiente para um gás a mais”, não caia nessa armadilha! Pedalar demais nos primeiros dias é convite pra lesão e desconforto. Pegar leve e ir mais relaxado na retomada, não gasta as reservas adiposas tudo de uma vez, e faz o corpo reacostumar à nova rotina com mais segurança.

9- Vá com a bike certa para seu estilo de viagem

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A “bike ideal” de nosso amigo era um carrinho de mão com uma bóia de patinho. Porque ele caminha mais rápido do que a gente pedala!

Menos manutenção e menos problemas = mais felicidade!

Escolha a bicicleta certa para sua estatura, se tiver possibilidade realize um bike fit ou teste a bicicleta em viagens mais curtas para verificar se não lhe doem pulsos, joelhos, costas, etc e acima de tudo descobrir seu estilo de viagem. Se lento e mais carregado, ou leve e mais veloz, ou leve e lento, ou veloz e muito carregado… as possibilidades são inúmeras, se conheça para saber que equipamento será o ideal pra você. ( E de repente nem é a bike o veículo ideal, nosso amigo polonês achou melhor “ir” de carrinho de mão! )

Caso opte por carregar muita bagagem, prefira peças e equipamentos mais resistentes, que não serão necessariamente os mais leves e mais caros da loja, pois eles precisam oferecer “apenas” resistência. Caso seu estilo seja viajar leve, provavelmente também viajará mais rápido, então  um equipamento com maior performance lhe ajudará imensamente e caso sejam mais sensíveis a quebra, você terá mais facilidade de embarcar pouca bagagem numa carona ou ônibus e chegar até a localidade onde a peça de reposição estará à venda.

A verdade é que quanto menos manutenção seu equipamento demandar, mais tempo livre terá, se isso puder ser combinado com menos problemas, a felicidade está garantida. Só não caia na armadilha de levar o equipamento mais bonito, ou mais atrativo ou mais fácil em detrimento de maior exigência de manutenção ou peças pouco resistentes que logo vão quebrar.

Mais dicas de escolha de bicicleta para cicloturismo e equipamentos aqui!

10- Escolha o melhor lugar possível pra passar a noite acampado

Carro proibido, melhor ainda!

Local coberto e carro proibido, melhor ainda! Lugar perfeito pra uma noite silenciosa dentro da barraca.

Se você viu aquele gramado perfeito na beira de um riacho, mas sentiu que a vizinhança foi um pouco fechada e hostil com sua passagem, é bem provável que você não se sinta à vontade e nem seguro por mais macio o gramado e mais bonita que seja a paisagem.

Procure sempre conversar com as pessoas da região para ficar bem informado sobre o local e o comportamento da comunidade. Não diga logo de cara que pretende passar a noite ali, converse antes sobre outras coisas, peça por água, pergunte sobre o que se planta ou no que trabalham as pessoas do local, dispense algum tempo nessa pesquisa, sinta se lhe são gentis e abertos, e se sua presença será bem vinda e se sente segurança.

Em caso de negativa, se certifique de ainda ter tempo hábil e luz do dia para buscar um local mais adiante, ou retroceder em um local em que já tenha passado alguns quilômetros antes. Uma noite tranquila e bem dormida é essencial para o pedal no dia seguinte, mas sentir-se seguro é mais que apenas bem estar.

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Mais dicas de acampamento aqui!

11- Faça seu próprio equipamento

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Nosso pára-barro feito à mão mostrando sua real utilidade no melhor-dos-piores cenários lamacentísticos, a transamazônica!

Sabemos que adquirir todos os equipamentos necessários para facilitar o dia a dia numa cicloviagem tornam a aventura bastante custosa financeiramente. Para isso separamos um punhadinho de posts com instruções para você mesmo conseguir confeccionar alguns equipamentos que lhe serão bastante úteis, assim como foram pra nós!

Você pode ir direto para a categoria “Faça-Você-Mesmo”  e ver todos os posts DIY ou ver estes abaixo que são os que mais usamos.

Bolsa de água tipo “dromedário”

Case Estanque para Mapas e Eletrônicos

 

Agora que você já sabe nossas 11 principais dicas para deixar sua viagem de bicicleta mais fácil, faça a sua viagem e nos conte se você descobriu algo mais, comente aí.

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  • Marcelo

    Eae casal… Dá uma olhada neste esquema pra transporte de caramanhola/garrafinha… Santo Ali!!!!
    Removível, sem stress, e sem riscos no quadro de carbono…kkkkkkkkk…
    Resta saber como vai se portar com trepidação

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    Tirando a dica 5m o resto tá tranquilo…. Gordo sofre: sai 5 da manhã, chega 9 da noite… Mas chega!!! huahuahuaua

    • Andre Costa

      HAuahauahuaha, valeu a força Marcelãoo!, mas carregando barraca , é só parar e boua! Não precisa chegar até na idade =)

      Manero o porta caramanhola, se pá funciona ein!

      Abraço!!